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DIALOGICIDADE COMO DESAFIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO E MÍDIA DIALOGICIDADE COMO DESAFIO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO E MÍDIA

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Adicionado em: 22/05/2013
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LEIRO, Augusto Cesar Rios; RIBEIRO, Sérgio Dorenski Dantas. Dialogicidade como desafio de pesquisa em educação e mídia. Atos de Pesquisa em Educação, Blumenau/SC, v. 8, n. 1, p. 360-388, jan./abr. 2013.

RESUMO

Trata-se de um ensaio que discute o binômio educação e mídia como categorias teóricas substantivas e toma uma experiência teórico-metodológica de pesquisa, desenvolvida no Programa de Pós-Graduação em Educação da Faculdade de Educação da Universidade Federal da Bahia, com jovens de uma escola pública sergipana como referência. O questionário, os filmes seguidos de roda de conversa e a produção de jornal e vídeo foram os procedimentos metodológicos. Reconhece que as inovações tecnológicas se constituem em artefato significativo na vida dos sujeitos e aponta a formação como desafio estratégico para afirmar protagonismos e dialogicidade na ambiência escolar.

ENTRE BOLAS, CONES E CONSOLES ENTRE BOLAS, CONES E CONSOLES

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CRUZ JUNIOR, Gilson. Entre bolas, cones e consoles: desafios dos jogos digitais no contexto da mídia-educação (física). Atos de Pesquisa em Educação, Blumenau/SC, v. 8, n. 1, p. 287-305, jan./abr. 2013.

RESUMO

Permeado pelos princípios da mídia-educação, este artigo discute sobre a temática dos jogos digitais, com o objetivo de identificar alguns dos pontos de tensão presentes em sua articulação com a Educação Física. Como resultado, infere que os fatores responsáveis pela não utilização de jogos digitais como instrumentos didáticos, são semelhantes àqueles que impedem a inserção de outras tecnologias, nos contextos de ensino-aprendizagem. Também observa que a abordagem genérica do objeto, indiferente às especificidades da linguagem dos videogames, contribui para a cristalização de formas de compreensão limitadas, que obstam tanto a decodificação plena das mensagens veiculadas por este meio, quanto o reconhecimento de seu potencial expressivo.

OSCAR PISTÓRIUS, UM DEFICIENTE EFICIENTE? OSCAR PISTÓRIUS, UM DEFICIENTE EFICIENTE?

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ZOBOLI, Fabio; QUARANTA, André Marsiglia; MEZZAROBA, Cristiano. Oscar Pistórius, um deficiente eficiente? Considerações sobre a segregação/inclusão no paradesporto: um olhar a partir da mídia. Atos de Pesquisa em Educação, Blumenau/SC, v. 8, n. 1, p. 259-286, jan./abr. 2013.

RESUMO

Neste texto, abordamos as questões pertinentes à inclusão e segregação que puderam ser observadas ao se fazer o acompanhamento de um veículo midiático em relação a Oscar Pistórius, atleta sul-africano, e toda polêmica que o envolveu quando do Mundial de Atletismo/2011 realizado na Coreia do Sul, entre 27 de agosto a 04 de setembro. Analisamos o Portal Globo.com, acompanhando as notícias sobre a participação de Pistórius no período de um mês. Foram 24 notícias relacionadas, sendo analisadas 23 delas a partir da hermenêutica de profundidade. Percebemos a existência de um agendamento em relação ao referido atleta, pelo seu ineditismo e polêmica envolvida, ou seja, ser o primeiro atleta biamputado a competir em eventos competitivos para atletas sem deficiência – embora o foco tenha sido simplista, sem aprofundar tal questão. A partir do que foi investigado, visualizam-se as tensões geradas entre as questões de segregação e inclusão, pelas oposições entre “normal” versus “deficiente”, entre “homem” versus “máquina”. Esta última – mistura homem x máquina – é constatada tanto nos fragmentos de textos das reportagens analisadas como também no material fotográfico que acompanha as notícias. Outra consideração que pode ser feita sobre a pesquisa realizada é sobre uma possível redefinição do conceito de conquistas atléticas, já que Pistórius, com seu ineditismo e sua polêmica, quebra paradigmas nesse processo de segregação/inclusão e coloca em xeque a natureza humana com o uso de suas próteses mecânicas.

CULTURA PARTICIPATIVA, MÍDIA-EDUCAÇÃO E PONTOS DE CULTURA CULTURA PARTICIPATIVA, MÍDIA-EDUCAÇÃO E PONTOS DE CULTURA

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GIRARDELLO, Gilka; PEREIRA, Rogério Santos; MUNARIM, Iracema. Cultura participativa, mídia-educação e pontos de cultura: aproximações conceituais. Atos de Pesquisa em Educação, Blumenau/SC, v. 8, n. 1, p. 239-258, jan./abr. 2013.

RESUMO

Este artigo é um exercício de aproximação entre dois referenciais teórico-metodológicos estudados em nosso grupo de pesquisa nos últimos anos, sempre à procura de responder às demandas educativas dos contextos em que atuamos, em ensino, pesquisa e extensão. O primeiro desses quadros de referência é o Programa Nacional de Cultura, Educação e Cidadania – Cultura Viva – criado no ano de 2004 pelo Ministério da Cultura para potencializar iniciativas já existentes no país e estimular e fortalecer uma rede nacional de criação e gestão cultural. Nossa reflexão toma como base os Novos Mapas Conceituais (BRASIL, 2009) sistematizados de forma colaborativa nos documentos do projeto Cultura Viva. O segundo quadro teórico de referência é a síntese propositiva dos desafios que a cultura participativa contemporânea coloca à mídia-educação, elaborada por um grupo de pesquisadores norte-americanos sob a coordenação de Henry Jenkins (JENKINS et al., 2006). Outro tema que atravessa a discussão neste artigo é o da tradução como mediação intercultural, que surge na busca por fazer aproximar e convergir ideias sobre mídia-educação e cultura participativa advindas de diferentes domínios linguísticos e culturais. A reflexão sobre essas diferentes realidades (propostas práticas, quadros teóricos e documentos) tenta resumir e organizar um imenso número de questões, por meio de um trabalho coletivo, polifônico e comprometido com as práticas culturais cotidianas, em escolas e comunidades. Nossa tentativa de “fazê-los conversar”, aqui apenas iniciada, é necessariamente um convite a que mais colegas entrem na conversa.

O ESPORTE-SIMULAÇÃO O ESPORTE-SIMULAÇÃO

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MORAIS, Rodrigo Augusto Resende; MENDES, Diego de Sousa. O esporte-simulação: o que é possível aprender com os jogos eletrônicos? Atos de Pesquisa em Educação, Blumenau/SC, v. 8, n. 1, p. 209-238, jan./abr. 2013.

RESUMO

O videogame assume forma relevante em nossa sociedade, assim, este trabalho buscou compreender como esta tecnologia pode se integrar à Educação/Educação Física. A partir de entrevista com jovens jogadores, tentamos evidenciar quais as possibilidades de aprendizado sobre esportes nos games, e para tanto, pesquisamos os jogos eletrônicos “Brasfoot” e “Cartola FC” (estes se enquadram nas categorias Manager Game e Fantasy Game, respectivamente). A pesquisa é constituída por um levantamento dos estudos sobre o tema, entrevista com dois jogadores de 15 anos, e análise de dados por meio de análise de conteúdo. Observamos que o aprendizado não se manifesta apenas na área Educação Física, e a mediação docente é essencial para o esclarecimento de contradições presentes nos games. Consideramos que o uso dos games pode levar à substituição das experiências formativas, mas também é fonte de saberes relevantes para os sujeitos do estudo, o que leva a necessidade de ver os jogos eletrônicos como um aliado no ensino de questões sobre a cultura esportiva.