Teses / Dissertações

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34 - SENSIBILIDADE NA FORMAÇÃO DO PROFESSOR: EXPERIÊNCIAS NA EDUCAÇÃO FÍSICA 34 - SENSIBILIDADE NA FORMAÇÃO DO PROFESSOR: EXPERIÊNCIAS NA EDUCAÇÃO FÍSICA

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FIAMONCINI, Luciana. SENSIBILIDADE NA FORMAÇÃO DO PROFESSOR: EXPERIÊNCIAS NA EDUCAÇÃO FÍSICA. 2016. 139 f. Tese (Doutorado) - Curso de Educação Física, Centro de Desportos, Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2015.

RESUMO

Este trabalho buscou refletir sobre o desenvolvimento da sensibilidade na formação acadêmica do professor de Educação Física. O estudo se justifica pela necessidade do professor de Educação Física em formação desenvolver sua sensibilidade, tanto como experiência pessoal, quanto como docente. Para tanto, adentrou-se no campo dessa investigação que, teve como foco, o curso de formação de professores (licenciatura) de Educação Física, da UFSC. A pesquisa também abrangeu o estudo do currículo do curso, por meio de seus documentos legais. Deste modo, realizei uma observação participante nas disciplinas de Estágio Supervisionado em Educação Física Escolar I e II, que acontecem na 6ª e 7ª fases do curso, acompanhando todas as etapas das mesmas e, atuando junto aos estagiários, como uma interlocutora a mais. Entendo que, ao observar e estudar o estágio, estuda-se também o currículo do curso, pois o mesmo se expressa por meio do estagiário, que apresenta um retrato do currículo em desenvolvimento. Ao total, foram sete estagiários acompanhados na pesquisa, com os quais pude problematizar e refletir sobre o tema da sensibilidade a partir das situações que se apresentaram. Durante a observação foram realizados registros no diário de campo e, ao final do período de estágio, realizei entrevistas com os alunos-estagiários. A partir dos dados produzidos durante a pesquisa, iniciei as análises pela leitura dos documentos selecionados, visando interpretar indicações sobre a temática. Os demais dados produzidos na observação participante, como os registros de diário de campo, os documentos produzidos pelos estagiários e as entrevistas realizadas, foram interpretados a partir da análise de conteúdo, conforme Bardin (2009). A partir da categorização foram identificados quatro momentos principais: o primeiro aborda o tema da sensibilidade no que se refere a sua compreensão e contexto de abordagem; o segundo versa sobre o se-movimentar, entendido como um diálogo sensível com o mundo pelo movimento; o terceiro refere-se à formação humana e profissional na perspectiva da Bildung, que se relaciona à ideia do autodesenvolver-se, que não pode se dar apenas com a educação formal; e o quarto discute a formação do professor sensível, tendo como foco o estágio. Essas categorias, desenvolvidas num diálogo entre os dados produzidos no campo e a literatura pertinente, deram origem aos capítulos desta pesquisa. A partir destes, o estudo apontou como possíveis considerações finais: a) a sensibilidade se manifesta na vida vivida de modo solidário, no respeito, na empatia e na relação, assim como o que conhecemos têm origem nos sentidos; b) as implicações da formação docente voltada à sensibilidade foram maiores em relação à percepção e compreensão do aluno, ao entendimento do aluno que se movimenta enquanto realiza um diálogo com o mundo; c) o desenvolvimento do currículo apontou que a sensibilidade não tem sido muito presente, a não ser em alguns momentos de algumas disciplinas; d) foram mencionadas a disciplina de dança e as que trabalham com a questão da deficiência; e) o curso ajudou a desenvolver mais a sensibilidade no aspecto pessoal do que como professor e, ainda, que os estágios são momentos privilegiados de contato dos acadêmicos com os alunos; nestes, a sensibilidade talvez se dê já no primeiro momento de contato com o aluno, em que o estagiário busca se perceber como professor na escola.

32 - ENSINAR-APRENDER CINEMA: ATRAVÉS DA PERCEPÇÃO E COGNIÇÃO INCORPORADAS 32 - ENSINAR-APRENDER CINEMA: ATRAVÉS DA PERCEPÇÃO E COGNIÇÃO INCORPORADAS

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Rodrigo Duarte Ferrari

RESUMO

O ensino-aprendizagem do cinema através da percepção e da cognição incorporadas é o foco desta pesquisa teórica e aplicada. A partir de uma revisão teórica multidisciplinar da dimensão reflexiva dos mecanismos e fenômenos perceptivos e cognitivos observamos que as incorporações constituem uma dimensão pré-reflexiva que amplia as possibilidades e limites do ensino- aprendizagem do cinema. Como desdobramento da revisão teórica, construímos um mapa conceitual que apresenta a percepção e a cognição incorporadas como mecanismos e fenômenos de perceber e conhecer através do corpo e da corporeidade. Tanto as teorias do cinema quanto as da educação com e sobre o cinema foram construídas hegemonicamente a partir da dimensão reflexiva da percepção e da cognição, sobretudo, sob influências da semiótica, psicologia e psicanálise, com a centralidade dos processos de ensino-aprendizagem na dimensão simbólica de leitura e escrita do cinema. Com a intenção de complementar tal dimensão realizamos um experimento e colocamos as incorporações no centro do ensino-aprendizagem do cinema, resultando na criação da Oficina KINO - http://kino.sites.ufsc.br/, uma proposta experimental como possibilidade para analisar e refletir sobre a dimensão pragmática do ensino-aprendizagem do cinema através das incorporações. Convidamos cinco professores/pesquisadores que atuam com cinema na educação para participar da oficina e observamos que, apesar da razoabilidade do mapa conceitual da percepção e cognição incorporadas, é necessário maiores esforços explicativos e interpretativos sobre as incorporações, haja vista que estas reflexões permanecem em aberto tanto nas ciências cognitivas quanto na filosofia. Com a sistematização teórica realizada foi possível identificar que há uma reversibilidade de incorporações entre os espectadores e a equipe de produção cinematográfica. Do ponto de vista didático, a proposta da Oficina KINO permitiu que as reversibilidades de incorporações fossem vivenciadas como entrelaçamentos entre os videntes e os visíveis, na recepção e recriação do visível de filmes. Observamos que as incorporações devem ser seguidas por reflexões sobre as incorporações e dessa forma foi possível articular as dimensões pré-reflexivas e reflexivas do ensino- aprendizagem do cinema. Esta pesquisa apresenta um ponto de partida sistematizado para que a dimensão pré-reflexiva do ensino-aprendizagem do cinema possa ser articulada na educação com e sobre o cinema.

Palavras-chave: ensino-aprendizagem; cinema; percepção e cognição incorporadas. 

37 - O ESTÁGIO NA LICENCIATURA EM EDUCAÇÃO FÍSICA EM PERSPECTIVA SEMIÓTICA: (RE)VER-SE E (RE)CRIARSE EM IMAGENS 37 - O ESTÁGIO NA LICENCIATURA EM EDUCAÇÃO FÍSICA EM PERSPECTIVA SEMIÓTICA: (RE)VER-SE E (RE)CRIARSE EM IMAGENS

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MENDES, Diego de Sousa. O ESTÁGIO NA LICENCIATURA EM EDUCAÇÃO FÍSICA EM PERSPECTIVA SEMIÓTICA:(RE)VER-SE E (RE)CRIARSE EM IMAGENS. 2016. 258 f. Tese (Doutorado) - Curso de Educação, Faculdade de Ciências e Tecnologia, Universidade Estadual Paulista, Presidente Prudente, 2016.

RESUMO

Esta pesquisa foi realizada junto ao Programa de Pós-Graduação em Educação da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Estadual Paulista (campus de Presidente Prudente) e está vinculada à linha de pesquisa intitulada Processos Formativos, Ensino e Aprendizagem. O estudo partiu do diagnóstico de que as experiências de estágio supervisionado nos cursos de licenciatura, muitas das vezes, são meramente descritivas, burocráticas e baseadas em relatos verbais, orais e escritos, distante das demandas por uma formação crítica, reflexiva e criativa para os futuros professores. Na tentativa de avançar em relação a essa situação, o presente estudo investigou quais repercussões decorreram da constituição do Estágio Supervisionado a partir de pressupostos da perspectiva semiótica do filósofo e cientista norte-americano Charles S. Peirce. Na dinâmica de uma Pesquisa-Ação, realizada com uma turma de Estágio Supervisionado em Educação Física, da Universidade Federal de São João Del Rei (UFSJ), enfatizamos um enfoque pedagógico que privilegiou a comunicação, o uso das Tecnologias Digitais de Informação e Comunicação (TDIC) e as múltiplas linguagens, como meios de potencializar a experiência formativa nos estágios. Estimulou-se a produção e socialização de imagens fotográficas e de vídeos a respeito das experiências de estágios pelos participantes da pesquisa (30 professores em formação inicial). Os vídeos e fotografias foram utilizados ao longo de um semestre letivo, subsidiando análises e reflexões coletivas, presenciais e por meio das redes sociais da internet (online) sobre as práticas pedagógicas desenvolvidas nos estágios. A análise dos dados demonstrou que cinco elementos formativos impactaram sobre a conduta docente dos participantes do estudo, tornando a experiência de estágio mais significativa, a saber: i) interpretar os diálogos e as reflexões dos, entre os, e com os participantes do estudo, tendo como referência a lógica viva da investigação científica conforme proposto pela semiótica peirceana; ii) admitir uma abertura ao afeto e à sensibilidade na relação pedagógica escolar e na formação docente; iii) explorar as múltiplas linguagens (escrita, oral, fotográfica, audiovisual), em especial o universo das imagens fotográficas e audiovisual como meios detonadores da reflexão coletiva e do ímpeto de investigação sobre as práticas pedagógicas; iv) tematizar a experiência de estágio por meio do confronto e da interlocução com diferentes pontos de vista, como meio de ampliação da aprendizagem; e v) tomar como base a comunicação em rede e seus predicados, capazes de expandir a experiência de interconexão entre os agentes do Estágio (supervisores de estágio, professores em formação inicial, estudantes da educação básica), como modo de ampliar a colaboração na produção do saber pedagógico. Concluímos que a perspectiva semiótica de estágio desenvolveu entre os participantes do estudo uma atitude científica em relação à prática pedagógica, subsidiou a capacidade de pensar a partir de/com imagens, o que, por sua vez, repercutiu na capacidade analisar as práticas pedagógicas de forma mais criteriosa, racional e autodeterminada. Também constatamos a formação de uma conduta docente mais dialógica e consciente da relevância do trabalho coletivo e colaborativo entre os professores em formação inicial.

36 - QUANDO O ESPORTE-DA-MÍDIA VENDE SONHOS E DESEJOS: PUBLICIDADE E INFÂNCIA NA COPA DO MUNDO DA FIFA 2014 36 - QUANDO O ESPORTE-DA-MÍDIA VENDE SONHOS E DESEJOS: PUBLICIDADE E INFÂNCIA NA COPA DO MUNDO DA FIFA 2014

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LISBÔA, Mariana Mendonça. QUANDO O ESPORTE-DA-MÍDIA VENDE SONHOS E DESEJOS: PUBLICIDADE E INFÂNCIA NA COPA DO MUNDO DA FIFA 2014. 2016. 225 f. Tese (Doutorado) - Curso de Educação Física, Centro de Desportos, Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2016.

RESUMO

A pesquisa teve como objetivo compreender o discurso publicitário relacionado à infância, tendo como pano de fundo a Copa do Mundo da FIFA - 2014, para refletir sobre suas (re)significações na cultura esportiva das crianças e possíveis implicações para a educação física escolar. Neste sentido, investigaram-se os nexos entre as intenções e estratégias do discurso publicitário esportivo e as interpretações das crianças escolares, reveladoras de desejos, consumos, práticas e sonhos em relação ao esporte. Em uma perspectiva qualitativa e embasado em preceitos da mídia-educação, o trabalho se caracterizou como um estudo descritivo. O corpus de análise foi constituído por: 14 anúncios de televisão e suas narrativas transmídias; e documentos (registros em diário de campo, questionário, gravações em vídeo e de áudio, desenhos, produções midiáticas) produzidos em uma Oficina Temática com crianças do 5º ano do Ensino Fundamental, de uma escola pública e Florianópolis/SC. A interpretação dos dados, por meio da análise de conteúdo, identificou três eixos de reflexão: i) Integração e mediações diante da mídia/TIC; ii) Negação e envolvimento com a publicidade: linguagens, recursos e consumos; iii) O esporte-publicitário-interativo: patrocínios, representações e desejos. Do contexto de análise identificamos um novo recurso/formato híbrido do conteúdo esportivo midiatizado, que denominamos de esporte-publicitário-interativo, derivado da articulação da comunicação persuasiva com o entretenimento, que explora as narrativas transmidiáticas e propõe a interatividade, inclusive para as crianças. A publicidade no/do esporte promove a mercadorização da cultura esportiva, com destaque para o poder conferido ao patrocinador privado, e em prejuízo a garantia pública do esporte como direito dos cidadãos. Como possibilidade da mediação escolar perante a semicultura esportiva conduzida pela publicidade, destaca-se a autorreflexão como experiência formativa, no confronto com o real contraditório e heterônimo, que necessita do resgate permanente da dimensão crítica nas práticas de mídia-educação.

39 - Megaeventos esportivos, mídia e escola 39 - Megaeventos esportivos, mídia e escola

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FRANCO E SILVA, Arthur. Megaeventos esportivos, mídia e escola: a copa do mundo de futebol no Brasil e os processos de produção de subjetividades de um grupo de alunos do ensino médio. 2016, 132f. Dissertação (Mestrado) - Departamento de Educação, Universidade Federal de São João Del Rei. São João Del Rei/MG, 2016.

RESUMO

O Brasil está, desde 2007, sediando eventos esportivos de grande conjuntura material e simbólica como os Jogos Pan-americanos (2007), a Copa do Mundo de Futebol (2014) e os Jogos Olímpicos (2016), os dois últimos classificados como megaeventos esportivos. Em tal conjuntura, os meios de comunicação de massa e as tecnologias digitais de informação e comunicação cumprem o papel de informação e de circulação de fatos que envolvem a organização dos megaeventos esportivos de diferentes maneiras. No cenário de convergência das mídias e de cibercultura, nos propomos a habitar o território escolar para acompanharmos processos de produção de subjetividade de jovens estudantes de uma escola pública do município de Prados-MG, a Escola Estadual Dr. Viviano Caldas. Desenvolvemos o estudo com a perspectiva metodológica da cartografia, amparados teoricamente por Deleuze e Guattari. A produção de dados foi feita com a formação de um grupo de discussão presencial com alunos do segundo ano do ensino médio, além de um grupo na rede social facebook com esses mesmos alunos. Dialogamos com diferentes perspectivas para a fundamentação teórica da discussão que envolve a relação entre megaeventos esportivos, mídia e escola e os processos de produção de subjetividades. Passamos por estudos que analisam a conjuntura material e simbólica dos megaeventos esportivos, os meios de comunicação de massa, a cibercultura, a cultura da convergência e os estudos das mediações para o acompanhamento do processo de produção de subjetividade dos integrantes da pesquisa. Nesse processo, apontamos que as diferentes mediações compõem nossas linhas num complexo fluxo de movimentos de pensamento. Assim, a escola é tida como um espaço importante para a reflexão sobre os acontecimentos que perpassam nossas vidas.