Teses / Dissertações

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39 - Megaeventos esportivos, mídia e escola 39 - Megaeventos esportivos, mídia e escola

Adicionado em: 12/09/2016
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FRANCO E SILVA, Arthur. Megaeventos esportivos, mídia e escola: a copa do mundo de futebol no Brasil e os processos de produção de subjetividades de um grupo de alunos do ensino médio. 2016, 132f. Dissertação (Mestrado) - Departamento de Educação, Universidade Federal de São João Del Rei. São João Del Rei/MG, 2016.

RESUMO

O Brasil está, desde 2007, sediando eventos esportivos de grande conjuntura material e simbólica como os Jogos Pan-americanos (2007), a Copa do Mundo de Futebol (2014) e os Jogos Olímpicos (2016), os dois últimos classificados como megaeventos esportivos. Em tal conjuntura, os meios de comunicação de massa e as tecnologias digitais de informação e comunicação cumprem o papel de informação e de circulação de fatos que envolvem a organização dos megaeventos esportivos de diferentes maneiras. No cenário de convergência das mídias e de cibercultura, nos propomos a habitar o território escolar para acompanharmos processos de produção de subjetividade de jovens estudantes de uma escola pública do município de Prados-MG, a Escola Estadual Dr. Viviano Caldas. Desenvolvemos o estudo com a perspectiva metodológica da cartografia, amparados teoricamente por Deleuze e Guattari. A produção de dados foi feita com a formação de um grupo de discussão presencial com alunos do segundo ano do ensino médio, além de um grupo na rede social facebook com esses mesmos alunos. Dialogamos com diferentes perspectivas para a fundamentação teórica da discussão que envolve a relação entre megaeventos esportivos, mídia e escola e os processos de produção de subjetividades. Passamos por estudos que analisam a conjuntura material e simbólica dos megaeventos esportivos, os meios de comunicação de massa, a cibercultura, a cultura da convergência e os estudos das mediações para o acompanhamento do processo de produção de subjetividade dos integrantes da pesquisa. Nesse processo, apontamos que as diferentes mediações compõem nossas linhas num complexo fluxo de movimentos de pensamento. Assim, a escola é tida como um espaço importante para a reflexão sobre os acontecimentos que perpassam nossas vidas.

38 - EDUCAÇÃO PARA AS TIC NOS CURSOS DE PEDAGOGIA A DISTÂNCIA 38 - EDUCAÇÃO PARA AS TIC NOS CURSOS DE PEDAGOGIA A DISTÂNCIA

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SOUSA, Galdino Rodrigues. Educação para as TIC nos cursos de Pedagogia a distância: análises curriculares por meio da mídia-educação. 2016, 121 f. Dissertação (Mestrado) - Programa de Pós-graduação em Educação, Faculdade de Educação, Universidade Federal de Juiz de Fora, Juiz de Fora, 2016.

RESUMO

A expansão do ensino superior no Brasil, nas últimas décadas, é fortemente marcada pelo crescente número de cursos de Educação a distância (EaD). Esse processo se efetiva, majoritariamente, pela mediação das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) e tem nos cursos de formação de professores seu cenário privilegiado. A partir disso, essa pesquisa buscou analisar a relação entre a educação e as TIC nos currículos dos cursos de formação de professores a distância, tendo como enfoque dimensões da mídia-educação e almejando respostas aos seguintes objetivos: identificar como os documentos curriculares institucionais dos cursos fazem referência às TIC; analisar, a partir das grades curriculares e dos planos de ensino a possível existência de componentes curriculares voltados para as TIC e suas potencialidades mídia-educativas; descrever se os professores que ministram disciplinas relacionadas com a temática das TIC tiveram experiências formativas nesse âmbito; evidenciar, nos Ambientes Virtuais de Aprendizagem (AVA), em quais dimensões da mídia-educação a educação para as mídias se materializa pedagogicamente. Para isso, tivemos como recorte os cursos de Pedagogia a distância dispostos na Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e na Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). O trabalho de campo foi constituído por três etapas: a) na primeira, reunimos os documentos curriculares dos cursos enfatizados; b) na segunda etapa, aplicamos questionários com os professores responsáveis pelos componentes curriculares relacionados à temática das TIC; c) na terceira utilizamos os ambientes virtuais de aprendizagem para analisarmos as intervenções feitas durante a oferta do componente curricular. Para o relato e interpretação dos dados, estruturamos as seguintes etapas: a) descrição e análise dos documentos curriculares; b) identificação dos componentes curriculares relacionados à educação para as TIC; c) descrição, análise e categorização dos planos de ensino (ementa e bibliografia) desses componentes curriculares; d) identificação dos professores responsáveis pelos componentes e aplicação de questionários juntos aos mesmos. Este estudo foi realizado com base em elementos metodológicos da Análise de Conteúdo, preconizando a Análise Categorial. A partir da pesquisa, constatamos que: a) os documentos curriculares integram a educação para as TIC, principalmente, por meio de componentes curriculares isolados; b) os componentes curriculares encontrados no currículo da UFJF apresentam, através de seus planos de ensino (ementa e bibliografia), potencialidades para todas as dimensões mídia-educativas, não contemplando, apenas, o aspecto de Conteúdo da dimensão Instrumental-operativa; enquanto os componentes curriculares encontrados no curso da UFSJ indicam para a possibilidade de duas das três possíveis dimensões mídia-educativas: Instrumental-operativa - aspecto de Suporte didático - e Objeto de estudo – aspectos de Leitura crítica e Relacional-cultural; c) as intervenções pedagógicas dos componentes curriculares do curso da UFJF presentes nos AVA, entretanto, compreendem todas as três dimensões mídia-educativas e seus respectivos aspectos, inclusive o de Conteúdo, demonstrando concordância parcial com os dados apresentados pelos documentos curriculares estruturantes; d) as professoras que ministraram esses componentes curriculares foram educadas para as TIC por meio da formação continuada, sendo esse processo formativo apontado, pela maioria delas, como importante para a fundamentação e preparação das intervenções pedagógicas.

37 - O ESTÁGIO NA LICENCIATURA EM EDUCAÇÃO FÍSICA EM PERSPECTIVA SEMIÓTICA: (RE)VER-SE E (RE)CRIARSE EM IMAGENS 37 - O ESTÁGIO NA LICENCIATURA EM EDUCAÇÃO FÍSICA EM PERSPECTIVA SEMIÓTICA: (RE)VER-SE E (RE)CRIARSE EM IMAGENS

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MENDES, Diego de Sousa. O ESTÁGIO NA LICENCIATURA EM EDUCAÇÃO FÍSICA EM PERSPECTIVA SEMIÓTICA:(RE)VER-SE E (RE)CRIARSE EM IMAGENS. 2016. 258 f. Tese (Doutorado) - Curso de Educação, Faculdade de Ciências e Tecnologia, Universidade Estadual Paulista, Presidente Prudente, 2016.

RESUMO

Esta pesquisa foi realizada junto ao Programa de Pós-Graduação em Educação da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Estadual Paulista (campus de Presidente Prudente) e está vinculada à linha de pesquisa intitulada Processos Formativos, Ensino e Aprendizagem. O estudo partiu do diagnóstico de que as experiências de estágio supervisionado nos cursos de licenciatura, muitas das vezes, são meramente descritivas, burocráticas e baseadas em relatos verbais, orais e escritos, distante das demandas por uma formação crítica, reflexiva e criativa para os futuros professores. Na tentativa de avançar em relação a essa situação, o presente estudo investigou quais repercussões decorreram da constituição do Estágio Supervisionado a partir de pressupostos da perspectiva semiótica do filósofo e cientista norte-americano Charles S. Peirce. Na dinâmica de uma Pesquisa-Ação, realizada com uma turma de Estágio Supervisionado em Educação Física, da Universidade Federal de São João Del Rei (UFSJ), enfatizamos um enfoque pedagógico que privilegiou a comunicação, o uso das Tecnologias Digitais de Informação e Comunicação (TDIC) e as múltiplas linguagens, como meios de potencializar a experiência formativa nos estágios. Estimulou-se a produção e socialização de imagens fotográficas e de vídeos a respeito das experiências de estágios pelos participantes da pesquisa (30 professores em formação inicial). Os vídeos e fotografias foram utilizados ao longo de um semestre letivo, subsidiando análises e reflexões coletivas, presenciais e por meio das redes sociais da internet (online) sobre as práticas pedagógicas desenvolvidas nos estágios. A análise dos dados demonstrou que cinco elementos formativos impactaram sobre a conduta docente dos participantes do estudo, tornando a experiência de estágio mais significativa, a saber: i) interpretar os diálogos e as reflexões dos, entre os, e com os participantes do estudo, tendo como referência a lógica viva da investigação científica conforme proposto pela semiótica peirceana; ii) admitir uma abertura ao afeto e à sensibilidade na relação pedagógica escolar e na formação docente; iii) explorar as múltiplas linguagens (escrita, oral, fotográfica, audiovisual), em especial o universo das imagens fotográficas e audiovisual como meios detonadores da reflexão coletiva e do ímpeto de investigação sobre as práticas pedagógicas; iv) tematizar a experiência de estágio por meio do confronto e da interlocução com diferentes pontos de vista, como meio de ampliação da aprendizagem; e v) tomar como base a comunicação em rede e seus predicados, capazes de expandir a experiência de interconexão entre os agentes do Estágio (supervisores de estágio, professores em formação inicial, estudantes da educação básica), como modo de ampliar a colaboração na produção do saber pedagógico. Concluímos que a perspectiva semiótica de estágio desenvolveu entre os participantes do estudo uma atitude científica em relação à prática pedagógica, subsidiou a capacidade de pensar a partir de/com imagens, o que, por sua vez, repercutiu na capacidade analisar as práticas pedagógicas de forma mais criteriosa, racional e autodeterminada. Também constatamos a formação de uma conduta docente mais dialógica e consciente da relevância do trabalho coletivo e colaborativo entre os professores em formação inicial.

36 - QUANDO O ESPORTE-DA-MÍDIA VENDE SONHOS E DESEJOS: PUBLICIDADE E INFÂNCIA NA COPA DO MUNDO DA FIFA 2014 36 - QUANDO O ESPORTE-DA-MÍDIA VENDE SONHOS E DESEJOS: PUBLICIDADE E INFÂNCIA NA COPA DO MUNDO DA FIFA 2014

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LISBÔA, Mariana Mendonça. QUANDO O ESPORTE-DA-MÍDIA VENDE SONHOS E DESEJOS: PUBLICIDADE E INFÂNCIA NA COPA DO MUNDO DA FIFA 2014. 2016. 225 f. Tese (Doutorado) - Curso de Educação Física, Centro de Desportos, Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2016.

RESUMO

A pesquisa teve como objetivo compreender o discurso publicitário relacionado à infância, tendo como pano de fundo a Copa do Mundo da FIFA - 2014, para refletir sobre suas (re)significações na cultura esportiva das crianças e possíveis implicações para a educação física escolar. Neste sentido, investigaram-se os nexos entre as intenções e estratégias do discurso publicitário esportivo e as interpretações das crianças escolares, reveladoras de desejos, consumos, práticas e sonhos em relação ao esporte. Em uma perspectiva qualitativa e embasado em preceitos da mídia-educação, o trabalho se caracterizou como um estudo descritivo. O corpus de análise foi constituído por: 14 anúncios de televisão e suas narrativas transmídias; e documentos (registros em diário de campo, questionário, gravações em vídeo e de áudio, desenhos, produções midiáticas) produzidos em uma Oficina Temática com crianças do 5º ano do Ensino Fundamental, de uma escola pública e Florianópolis/SC. A interpretação dos dados, por meio da análise de conteúdo, identificou três eixos de reflexão: i) Integração e mediações diante da mídia/TIC; ii) Negação e envolvimento com a publicidade: linguagens, recursos e consumos; iii) O esporte-publicitário-interativo: patrocínios, representações e desejos. Do contexto de análise identificamos um novo recurso/formato híbrido do conteúdo esportivo midiatizado, que denominamos de esporte-publicitário-interativo, derivado da articulação da comunicação persuasiva com o entretenimento, que explora as narrativas transmidiáticas e propõe a interatividade, inclusive para as crianças. A publicidade no/do esporte promove a mercadorização da cultura esportiva, com destaque para o poder conferido ao patrocinador privado, e em prejuízo a garantia pública do esporte como direito dos cidadãos. Como possibilidade da mediação escolar perante a semicultura esportiva conduzida pela publicidade, destaca-se a autorreflexão como experiência formativa, no confronto com o real contraditório e heterônimo, que necessita do resgate permanente da dimensão crítica nas práticas de mídia-educação.

35 - MOVIMENTO RENOVADOR NA EDUCAÇÃO FÍSICA E CURRÍCULO: FORMAÇÃO DOCENTE E CONSCIÊNCIA CRÍTICA 35 - MOVIMENTO RENOVADOR NA EDUCAÇÃO FÍSICA E CURRÍCULO: FORMAÇÃO DOCENTE E CONSCIÊNCIA CRÍTICA

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BIANCHINI, Leandro. MOVIMENTO RENOVADOR NA EDUCAÇÃO FÍSICA E CURRÍCULO: FORMAÇÃO DOCENTE E CONSCIÊNCIA CRÍTICA. 2015. 264 f. Dissertação (Mestrado) - Curso de Educação Física, Centro de Desportos, Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2015.

RESUMO

O presente estudo surgiu de uma preocupação acerca da constatação de que na prática docente de professores de Educação Física as concepções pedagógicas críticas ainda encontram dificuldades para causarem um real impacto nas escolas. Uma das causas poderiam ser os próprios cursos de formação de professores, que ainda não teriam introduzido tais referenciais críticos. Partindo disso, buscamos nesse estudo construir um quadro teórico-conceitual em torno do chamado Movimento Renovador da Educação Física: quais foram suas críticas; as concepções pedagógicas críticas; os currículos de formação de professores de Educação Física. Nesse sentido, nos aproximamos da obra de Paulo Freire que nos permitiu, principalmente com os conceitos de “consciência ingênua” e “consciência crítica”, termos uma referência para nos balizarmos acerca de uma conscientização dos professores de Educação Física nas escolas. Para o desenvolvimento do trabalho, tomamos como campo um curso de formação de professores em Educação Física de Santa Catarina, cujo currículo possui, desde sua criação, uma aproximação com as concepções pedagógicas críticas da Educação Física. Visando compreender se essa opção curricular crítica foi percebida e se contribuiu nesse sentido para a formação de docentes, sendo assim, o nosso objetivo geral foi: Compreender as relações entre o currículo de um Curso inspirado no Movimento Renovador da Educação Física, a formação crítica de seus egressos e suas práticas pedagógicas. Optamos por investigar oito (8) egressos desse curso que atuam ou atuaram em escolas, através de entrevistas semiestruturadas. A descrição e análise dos dados, de corte qualitativo, buscou compreender a visão desses sobre o currículo do curso, suas práticas pedagógicas atuais e suas possíveis atitudes/posturas críticas nessas realidades. Os resultados mostram que o currículo demonstrou-se adequado a uma formação docente em Educação Física, conforme sugerida pelas diretrizes curriculares nacionais. Entre as influências e limites percebidos pelos sujeitos-interlocutores, tivemos opiniões diversas, dada a própria diversidade encontrada no grupo dos sujeitos. De um modo geral, eles reconheceram como importantes os  conhecimentos didáticopedagógicos e a possibilidade de uma mudança de concepção de Educação Física; e como limitação, a pouca profundidade em conteúdos específicos da Educação Física em benefício de conteúdos teóricopedagógicos. Sobre suas práticas pedagógicas, eles relatam que em seus cotidianos escolares existem “situações-limites” (uma concepção de Educação Física marginalizada na cultura escolar e políticas de reforma normativa educacional) que vem dificultando uma aproximação com as concepções pedagógicas críticas. O modo como eles se posicionam diante de tais limitações, permitiu-nos estabelecer compreensões sobre o desenvolvimento da: I) “consciência ingênua” quando se adaptam e se submetem às “situações-limites”; e II) da “consciência crítica,” quando demonstram buscar possibilidades dentro dessas limitações, promovendo assim um “inédito viável”. Ao final verificamos que somente os conhecimentos do currículo não são suficientes para promover uma “consciência crítica” nos professores, pois estes precisam aprender a ler suas realidades, uma vez que a cultura escolar também é um espaço de formação crítica.