Teses / Dissertações

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11 - Brincando na escola  [dissertação] : o imaginário midiático na cultura de movimento das criança 11 - Brincando na escola [dissertação] : o imaginário midiático na cultura de movimento das criança

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Iracema Munarim

Brincando na escola: o imaginário midiático na cultura de movimento das criança

Este trabalho reflete sobre a presença de traços do imaginário midiático na cultura de movimento das crianças em vivências lúdicas no ambiente escolar. O foco da pesquisa é a forma como estão se constituindo as brincadeiras das crianças, e mais especificamente, as suas diferentes formas de se-movimentar enquanto brincam, neste momento de grandes mudanças relacionadas à presença das mídias eletrônicas no cotidiano infantil. Considerando que é nas imagens e símbolos da cultura na qual está inserida que a criança busca elementos para criar seus roteiros de brincadeira e representações, estudamos a presença das mídias, principalmente a televisão, no universo lúdico infantil. Uma das bases conceituais para a pesquisa é a teoria do movimento humano, ou do se-movimentar, (Trebels e Kunz) que interpreta o movimento como diálogo entre os seres humanos e o mundo. A reflexão sobre a relação entre as crianças e as mídias apóia-se principalmente nos trabalhos de Orozco e Buckingham, que enfatizam a importância das mediações e do contexto cultural nos processos de recepção. A brincadeira, a partir de Brougère, é entendida como instância de apropriação e ressignificação cultural. Foram realizadas observações em duas escolas de educação infantil de Florianópolis (uma pública e a outra privada, ligada à pedagogia Waldorf), durante os momentos em que as crianças brincavam livremente no pátio. Nessa trajetória de pesquisa evidenciaram-se os processos que as crianças criam durante as brincadeiras para elaborar os sentidos das mídias e relacioná-los com suas experiências. Movimentando-se, fazendo referência a personagens e cenários, criando situações e roteiros para brincadeiras a partir de histórias e programas de televisão, as crianças refletem e questionam, à sua maneira, o mundo que as cerca.

12 - Mídia educação física  [dissertação] : em busca de diálogos com o Programa "AN Escola" 12 - Mídia educação física [dissertação] : em busca de diálogos com o Programa "AN Escola"

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Daniel Minuzzi de Souza

Mídia educação física: em busca de diálogos com o Programa "AN Escola"

A maneira como a mídia impressa apresenta os temas da cultura corporal chamou-nos a atenção, principalmente quando atentamos para programas de jornal escolar, como o Programa AN Escola, encarte do Jornal A Notícia (Joinvile/SC). Nosso objetivo visou analisar se ao longo do período de 2004 a 2008 o #AN Escola# abordou temas da educação física/cultura corporal e quais os enfoques dados a estes, especialmente ao esporte. Conceitualmente, fundamentamos o estudo a partir da Mídia-Educação, acrescida aqui do termo (Física), para situá-lo no campo específico. Na revisão da literatura, identificamos vários estudos referentes aos usos de jornal em sala de aula. As contribuições da #sociologia crítica do esporte# fundamentaram nossas análises sobre esse que é o principal conteúdo da cultura corporal tematizado na EF escolar. A análise de conteúdo forneceu as bases teórico-metodológicas para a interpretação dos dados observados, considerando as perspectivas da forma - aspectos gráficos e estruturais do encarte - e do conteúdo # envolvendo dois movimentos: a) categorização e distribuição quantitativa das matérias; e b) análise das dimensões/concepções de esporte veiculadas no encarte. Identificamos 1145 matérias no período, classificadas em 11 categorias, a saber: esportes; temas transversais; lazer; corpo/identidade; jogos/brincadeiras; estética; saúde; circo; dança;lutas e outros. Esporte teve a maior presença no encarte, sendo a categoria analisada no que se refere às seguintes dimensões/concepções: Espetáculo/rendimento; personagens; nacionalismo; saúde; socialização e inclusão social/cidadania. Nossas considerações finais apontam o #AN Escola# como uma possibilidade de mídia-educação, embora deixe muito a desejar, principalmente no que se refere a dimensão crítica do conceito. Destacamos também a necessidade e a possibilidade dos professores de educação física qualificarem suas aulas utilizando o jornal, para possibilitar novos olhares e práticas sobre o fenômeno esportivo e o universo midiático.

13 - Os destinos do Leão 13 - Os destinos do Leão

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Fábio de Carvalho Messa

Os destinos do leão: um estudo semiótico-discurssivo das charges jornalísticas sobre o Avaí futebol clube no campeonato brasileiro/2009

Este trabalho oferece aos professores de Educação Física um respaldo teóricocrítico sobre análise semiótico-discursiva de charges jornalísticas de futebol nos veículos impressos da Grande Florianópolis. Trata-se de uma leitura do desempenho do Avaí Futebol Clube no Campeonato Brasileiro de 2009, a partir das charges produzidas de maio a dezembro daquele ano por Zé Dassilva (Diário Catarinense), Mendes (Notícias do Dia) e Adorno (Hora de Santa Catarina). Neste percurso, fundamentam-se concepções de charge, cartum e caricatura, de acordo com sua evolução na história da imprensa; descrevem-se as relações de sentido subjacentes às mascotes dos clubes, assim como vislumbra-se a decorrente narrativização das mascotes no universo das charges jornalísticas. O processo analítico se desenvolve diante de uma amostra de 77 charges, que são dispostas cronologicamente, nas quais se destacam alguns elementos fundamentais constituintes dos processos semiósicos e discursivos das narrativas da performance do Leão ao longo do campeonato.

14 - Formação em mídia-educação (física) 14 - Formação em mídia-educação (física)

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Paula Bianchi

Formação em mídia-educação (física): Ações colaborativas na rede municipal Florianópolis/Santa Catarina

Cada vez mais, tecnologias de informação e comunicação (TICs) de vários tipos, tamanhos e finalidades são desenvolvidas e penetram todas as esferas de nossas vidas, transformando gradativamente, os modos de ser e agir do seres humanos. A escola e seus componentes curriculares se apresentam como importante mediação para a apropriação ativa e crítica dessa realidade, amplamente permeada pelas TICs. Assim, a pesquisa partiu do seguinte problema de estudo: quais as possibilidades e limites de estabelecer com professores da Rede Municipal de Ensino de Florianópolis/Santa Catarina uma interlocução de saberes e fazeres da cultura escolar, que proporcione um pensar, agir e refletir na Educação Física de forma colaborativa sob a perspectiva das TICs, tendo a pesquisa como princípio educativo e contribuindo para a ação reflexiva do professor? O estudo foi realizado segundo a abordagem metodológica da observação participante tendo como sujeitos professores de escolas da rede municipal de ensino e contou com a participação do Núcleo de Tecnologia Educacional (NTE) e da área de Educação Física do Departamento do Ensino Fundamental, da Secretaria Municipal de Educação de Florianópolis. O trabalho de campo foi constituído por duas etapas: na primeira, de aproximação ao objeto de estudo, para conhecer a realidade escolar quanto à presença e utilização das TICs, foram visitadas dez escolas da rede municipal e entrevistadas as professoras-coordenadoras das salas informatizadas destas escolas, além da coordenadora do NTE. Com base nesses resultados, propusemos e realizamos ação de interlocução escolar, que visava capacitar e estimular professores para apropriarem-se e atuarem pedagogicamente com tecnologias na Educação Física escolar. Isso se deu a partir de ações colaborativas de formação em Mídia-Educação (Física), que envolveram: realização de oficinas, produção dos blogs, produção de vídeos, encontros periódicos de reflexão com o grupo, socialização da experiência em eventos, etc. Essa segunda parte, realizada com dez professores de três escolas municipais, foi acompanhada participativamente pela pesquisadora, tendo sido utilizados como instrumentos de coleta: observações, anotações de campo, relatos dos professores, vídeos, fotografias, blogs e entrevistas. Para o relato e interpretação dos resultados, foi procedida descrição longitudinal das atividades e uma análise transversal (interpretativa/reflexiva), na qual identificamos três eixos temáticos de discussão assim denominados: Formação continuada de professores em Mídia-Educação (Física); Experimentando as TICs na escola e na Educação Física; Professores-interlocutores produzindo/socializando conhecimento. Pudemos observar que: (a) a realização da formação continuada em Mídia-Educação (Física) contribuiu para que os professores se apropriassem técnica e pedagogicamente das TICs, integrando-as as suas práticas educativas, de maneira colaborativa, crítica e criativa; (b) proporcionou aos professores aproximar-se e aprender mais sobre essa (nova) temática de estudo, aproveitando as possibilidades das TICs como meios para aperfeiçoar a sua formação profissional e também para ensinar os conteúdos curriculares aos alunos, potencializando a aprendizagem dos mesmos; (c) as ações colaborativas em Mídia-Educação (Física) levaram os professores ao desenvolvimento de atitudes autônomas e reflexivas em relação ao seu aprendizado e a estabelecer relações dialógicas com os alunos e agentes da escola; (d) os professores destacaram o ineditismo da formação e revelaram-se entusiasmados em dar continuidade as atividades, além de criar novos projetos na perspectiva das TICs; (e) os professores foram disseminadores do conhecimento aprendido, multiplicando-o nas situações de vida pessoal e profissional.

15 - NO REINO DO QUERO-QUERO 15 - NO REINO DO QUERO-QUERO

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Fernando Gonçalves Bitencourt

NO REINO DO QUERO-QUERO: CORPO E MÁQUINA, TÉCNICA E CIÊNCIA EM UM CENTRO DE TREINAMENTO DE FUTEBOL – UMA ETNOGRAFIA CIBORGUE DO MUNDO VIVIDO

Esta tese, ao postular como problema antropológico contemporâneo a mecanização do corpo e a humanização da máquina, objetivou investigar a relação corpo e máquina, técnica e ciência no centro de treinamento de  um clube da primeira divisão do futebol brasileiro, tomando como horizonte de análise o ciborgue e o ser-no-mundo. Através do método etnográfico, um trabalho de campo foi realizado entre abril de 2006 e fevereiro de 2007, quando observei a estrutura e organização do clube, a vida cotidiana e os sistemas de treino, além dos agenciamentos da tecnociência e da biomedicina por parte dos especialistas – médicos, fisioterapeutas, técnicos e auxiliares, fisiologista, preparadores físicos, nutricionista... – sobre os corpos dos atletas no centro de treinamento. Este trabalho está dividido em três partes. Na primeira, após discutir teórico-metodologicamente a tese, descrevo o espaço físico e social que o clube ocupa na cidade e as relações vividas pelos atletas numa instituição que guarda características semelhantes às de uma “instituição total”. Ademais, procurei compreender a lógica que preside as relações quando estas são mediadas pela equivalência abstrata do dinheiro. A anatomopolítica e o liberalismo econômico, entre outras questões, estão no  fundamento destas primeiras análises. A segunda parte da tese apresenta os procedimentos planejados e realizados pela biomedicina e a tecnociência; analisa a maquinaria agenciada pelos especialistas já referidos e interpreta, a partir das teses da normalização da espécie e do biopoder, como os atletas convivem com as máquinas que escrevem e inscrevem verdades ao investir sobre o corpo seus esforços perscrutadores. Para tanto, etnografei as práticas médico-fisioterápicas, o trabalho do fisiologista e dos preparadores físicos, o treinamento técnico e tático, além da nutrição. O ciborgue, fruto da técnica – que desencobre aquilo que está disponível – e da ciência, vê-se entrelaçado ao conjunto maquínico do CT através da incorporação dos procedimentos, dos dispositivos e ojetos que tal maquinaria põe em ação. Tal incorporação, entretanto, já anuncia a terceira parte da tese, na qual a incomensurabilidade do corpo (do humano) foi tratada.Deslocando o enfoque da relação saber/poder foucaultiana para o ser-no-mundo fenomenológico, discuto, considerando a “indeterminação essencial da existência,” os imponderáveis e a incomensurabilidade do corpo próprio: esta abertura passível de agenciamento pelos atletas. Retomando a reflexão sobre o corpo-máquina, sustento que a dor, a illusio e o se-movimentar estão inscritos neste espaço incontrolável do mundo que habitamos e que tais ordens do vivido estão no campo da mimesis, da poiesis e da esthesis, ou seja, constituem-se em tempo-espaço de criação, de invenção, no qual o novo pode brotar e as relações sociais institucionalizadas numa estrutura em “equilíbrio instável” podem ser substituídas por momentos de  comunnitas. Tais aspectos, ainda, destarte a fragmentação do corpo e das práticas através dos procedimentos tecnocientíficos, sugerem também os termos nos quais uma experiência, no sentido benjaminiano, surge como devir possível, haja vista a unidade fundamental corpomundo, esta que o se-movimentar traduz em  diálogo através da intercorporeidade e da intersubjetividade. Concluo, por fim, afirmando a tese de que a natureza do corpo próprio é o ponto de partida e o limite  da relação corpo-máquina, assim como a ancoragem que possibilita o ciborgue, este ser que incorporou a tecnociência.